De Volta à Neve Março 21, 2008
Esse puraço aí de cima resume o espírito de Austin durante o South By Southwest, pra mim. Descontração de alto nível. Voltamos de lá na segunda, vou dizer que foi triste trocar aquela maravilha de clima pela neve. Guardar a bermuda de novo na gaveta foi melancolia pura. Agora tá caindo neve pra caramba aqui em Oak Park, uns flocos servidos, eu costumava gostar desses flocos maiores porque lembrava do Eternauta, mas depois de 5 meses meio que começa a dar no saco. Ainda mais sabendo que no Brasil é feriadão com sol.
Eu acabei ficando preso com a cobertura simultânea do SXSW pra Rolling Stone e pro G1, então não consegui mandar muita coisa pra cá (o Dago teve mais sucesso, confiram lá no Bima). E esta semana ainda tô preso com o texto pra revista, então tá embaçado. Mas eu ainda vou fazer um apanhadão de bandas legais que vi por lá, prometo. Quero falar do showzaço do Lyrics Born, do Money Mark, do Fatal Flyin’ Guilloteens, do High On Fire, Dizzee Rascal, Kid Sister, She & Him, Sons And Daughters, Foreign Born, Curumin, Slits, Vampire Weekend, Waco Brothers, Spoon e de um monte de coisa legal que eu perdi, tipo Lou Reed com o Moby (pois é), R.E.M. (pois é), Motorhead (pois é), Del Tha Funkee Homosapien, Cool Kids, Ice Cube, Be Your Own Pet, Darondo etc. Enquanto isso, vou fazer um clipping de tudo que a gente publicou a respeito do festival, em ordem cronológica:
G1:
Rolling Stone:
J Mascis tocando Dinosaur + Thurston Moore Março 16, 2008
Mais dois videozinhos que a Jana fez na tarde de ontem, que foi bem especial. E tá aí um candidato a tendência do SXSW: violão distorcido. Várias bandas legais com som centrado em um violão sujo, seja com timbre natural como o Foreign Born ou usando pedais, como o Thurston Moore e o J Mascis. Sites de relacionamento também estão cada vez mais em alta, apostando no marketing do “controle total”, seja pelos artistas ou pelos próprios fãs. No OurStage (link aqui), cujo lema é “os fãs decidem”, artistas postam seu trabalho, os frequentadores do site votam e os campeões ganham prêmios. Já o mogulTunes (link aqui), que tem como premissa ser “guiado pelos fãs, controlado pelos artistas”, promete ligar artistas diretamente a “gente que importa” (leia-se: djs, A&Rs, apresentadores de rádio etc.). Ainda não consegui saber se nenhum dos dois presta.
Bom, vou lá pra cama. O festival tá acabando, e eu tô acabado, como essa piadinha infame deixa claro. Fiquem com os vídeos aí. Ver o J Mascis fazendo isso aí de perto foi MUITO foda.
Vampire Weekend no SXSW 2008 Março 15, 2008

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Acabamos de chegar em casa, e o braço da Jana aí em cima resume bem o entra-e-sai da balada aqui. Hoje rolou muita coisa classe, como o Dizzee Rascal, o Foreign Born, o J Mascis, e um showzaço do Lyrics Born no fim da noite (pra mim, o melhor). Mas o grande acontecimento do dia foi sem dúvida o show do Vampire Weekend no Antone’s, à noite. Casa cheia (umas 600, chutando por alto, e umas 2 mil pra fora), todo mundo cantando as músicas, som redondíssimo injetando com responsa a vaibe Jamaica/África no universo do indie-rock e tocando com um frescor de banda de 1962. A Jana fez este filminho aí, que deixo pra vocês. Outra hora a gente fala melhor disso tudo. São 4h49 da matina aqui, ainda tenho duas matérias pra escrever e o Walter Mercado tá na tv do hotel. Sei lá, se pá eu morri. Axé.
de austin, finalmente Março 13, 2008
O entrevistador agora pergunta sobre uma afirmação do Schnabel de que Berlin é o disco mais romântico de todos os tempos, mas vou parando por aqui. Depois mando mais coisa. Desculpem se o texto tá muito esquisito, deslumbrado, mas tô vendo o Lou Reed de perto, porra!
Também vai sair cobertura diária nestes dois lugares:
Eu tô indo pro SXSW, e você? Março 10, 2008
É isso aí, a partir de amanhã a gente vai ver o que é que Austin tem.
Vou mandar relatos diários pro site de música do G1 e pra home da Rolling Stone Brasil, com fotos da Jana, que aliás inaugurou o Flickr dela. Com muita sorte, ainda consigo mandar alguma coisa pra cá. A primeira parte da cobertura para o G1 já está no ar.
Nos desejem boa viagem e não sumam.
Kurt Cobain “compra” casa de US$ 3,2 milhões Março 8, 2008
Quase 14 anos após sua morte, Kurt Cobain ainda apronta das suas: para surpresa total de sua viúva, Courtney Love, ele comprou uma mansão de US$ 3,2 milhões no estado de New Jersey em 2007. Não contente, o finado rockstar ainda abriu 188 linhas de crédito e sacou US$ 69 milhões da herança de sua filha, Frances Bean Cobain. Não, ele não voltou do além para assombrar a vida da família. A fraude foi executada por um grupo de golpistas que se apropriou do número de Seguro Social – um misto de CPF e INSS – de Cobain. Segundo o jornal inglês The Sun, Love contou a policiais esta semana que o grupo vem agindo desde 2003, quando ela perdeu o controle sobre suas finanças devido a problemas com drogas, mas ninguém acreditava quando ela tentava contar. Dias atrás, porém, ela fez uma consulta de crédito em nome do marido falecido e descobriu a casa. “Eu quero saber como fizeram isso. Se foi ele, é melhor ele voltar pra casa agora mesmo!”, ela disse. Ex-líder do Nirvana, Kurt Cobain cometeu suicídio em 1994 e vendeu mais de 60 milhões de discos no mundo todo.
Courtney Love entrou hoje com uma ação, na esperança de reaver o dinheiro. O caso ilustra bem a fragilidade do sistema de segurança financeiro nos EUA, onde é possível se fazer praticamente qualquer tipo de transação sem apresentar documentos originais, ou mesmo sem se apresentar pessoalmente.
Mais detalhes aqui: http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/news/article891144.ece
espíritos zombeteiros Março 8, 2008
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Pra quem não sabe, eu costumava tocar bateria numa banda chamada Espíritos Zombeteiros. Eu, meu irmão Pedro, o Gugão e o Jean formamos ela em 2000, em Londrina. Naquela época havia um bom número de bandas legais na cidade, como Os Picaretas, Vermes do Limbo, The Cherry Bomb, Pedra de Toque/Gisele Almeida, Grenade, Estilhaço, Subtera, Búfalos D’Água e outras. Foram anos ducaralho: a gente tocava direto em festas na casa da galera (hoje parece que isso não existe mais por lá, como o Xeroso contou aqui) ou em empreitadas malucas de gente como eu, o grande Rafael Moralez e o Marcelo Domingues, que hoje faz o respeitado Demo Sul. Algumas dessas bandas ainda estão na ativa, outras acabaram, outras mudaram de cidade.
Quanto ao Zombeteiros, nós entramos numa fase esquisita a partir de 2003: ao mesmo tempo em que a possibilidades cresciam, a banda estava instável. Teve a saída turbulenta do Jean, que apesar de resultar na entrada do Gustavo, meu outro irmão, um puta instrumentista e pau-pra-toda-obra, foi um balde d’água fria. Além disso, a gente era uma banda que morava e fazia tudo junto, mas num esquema mais Butthole Surfers do que Fugazi. Ou seja, éramos mais um bando de porras-loucas do que um grupo organizado de conduta espartana (esse papel era mais do Subtera, que aliás morava a umas quadras dali). A produtividade caía, o desgaste aumentava. Com o tempo, as desvantagens de morar junto começaram a superar as vantagens. E, claro, tinha toda a dificuldade de se morar em Londrina, uma cidade tão estilosa quanto economicamente estagnada, sem emprego nem dinheiro. Depois, o Gugão passou uns meses na Europa e, no ano seguinte, eu me mudei para São Paulo. O Pedro montou o Dizzaster, o Gugão se concentrou na parceria com a Poka, mulher dele, e o Gustavo mergulhou no trabalho de estúdio e de sonorização. Finalmente, em agosto do ano passado, eu me mudei pra Chicago. Pra muita gente, a banda tinha acabado, mas era uma coisa tão difícil de admitir que eu costumava usar termos como “hibernação”, “criogenia”, “animação suspensa”.
Bom, o fato é que, de uns meses pra cá, os caras puseram a banda nos trilhos novamente. Agora ensaiando com o Léo no meu lugar (fã da banda e baterista incrível), eles finalmente lançaram nosso disco e voltaram a tocar. Fizeram o Grito Rock e o Goiânia Noise em 2007 e estão trabalhando em um monte de idéias novas. O Pedro, com a ajuda fundamental do Kiko (batera do Dizzaster), montou um Myspace novo, bonitão. O link é este aqui, e a partir de agora ele vai ficar ali do lado. O Rodrigo Grota, cineasta londrinense, tem subido vídeos novos nossos para o Youtube, também. Este aí é o clipe de “Corpo Fechado”:
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E finalmente, depois de 8 anos, os zombetas têm um dos itens mais básicos de uma banda: a camiseta.
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O design é o mesmo da capa do disco e foi executado com maestria pelo Marcio Yuji, a partir de uma idéia antiga nossa.
Essas camisetas estão à venda, avulsas ou em pacote junto com o disco.
Quem se interessar, é só mandar falar com o Pedro pelo email pedropotumati@gmail.com
Torço pra cacete por vocês aí, irmãos. Toda a sorte do mundo.
Irmãos Cavalera na Capa da Rolling Stone de Março Março 7, 2008
Sou só eu que acho ou o Iggor tá a cara do Mano Brown nessa foto?
Cortesia do Pablito:
Além do furo dos Cavalera, a matéria da Britney também tá foda. Parafraseando o Forasta, pode comprar três: uma pra você, uma pra namorada e outra pro melhor amigo.
Origami Peniano (Via Ovelha Elétrica) Março 6, 2008
Essa é tão hilária que eu tive que copiar até o título do Ovelha.
Uns caras criaram um site com truques para os homens fazerem com os pênis. Segundo eles, a idéia é impressionar a parceira nas preliminares. Quem quiser tentar, aí vai um exemplo, singelamente intitulado O Elefante:

1 - Fique com a calça para este truque. Abra o zíper.
2 – Tire seu pênis pelo zíper. Lembre-se que elefantes gostam de climas mais quentes.
3 – Deixe seu pênis pendurado, como uma tromba, e dê orelhas ao seu elefante virando do avesso os bolsos da sua calça.

Mais aqui: http://www.dick-tricks.com/






