(Tio Lou relaxando, foto fresquinha da Jana)
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Uffs, que pauleira. Finalmente deu tempo de mandar alguma coisa pra cá. Dormimos umas cinco horas nesses três dias somados e SXSW é camelação 18 horas por dia (sério, das 9 às 3 da matina todo dia). O legal é que ficamos no mesmo hotel do Fabrício e da galera do Lucy and The Popsonics e do Dago e o povo da Trama Virtual. Ainda é o segundo dia oficial do festival, que vai até domingo, e já rolaram coisas memoráveis aqui. O principal, sem dúvida, foi o show do Van Morrison ontem à tarde. Foi meio na encolha, rolou de última hora e não tinha muita gente sabendo. Mesmo assim, a fila tomava duas laterais do quarteirão. Ontem ainda teve Akron/Family, Slits, Black Keys, Lemonheads e um showsaço do R.E.M. Mas a balada que eu mais curti foi uma do selo Frenchkiss, vi 3 bandas fodas e o Fatal Flyin’ Guillotines quebrou tudo, num show meio Fugazi, meio Mudhoney e totalmente Stooges. Falo mais disso tudo depois.
Agora tô ao vivo da keynote do Lou Reed e tô a uns 4 metros do palco. A Jana tá lá no gargarejo, tirando foto. Chegamos uma hora antes e a fila já estava grande, ainda bem que conseguimos entrar. Vou tentar mandar alguma coisa em tempo real pra cá, vamos ver se rola. Rolou uma orquestrinha de câmara e agora um cara está fazendo um pronunciamento bem político, falando sobre a zona dos planos de saúde aqui, futuro do mundo, caucus democrata e rock the vote, falando pra todo mundo votar etc. Ele repete as palavras finais do entrevistado principal do ano passado, Pete Townshend: “let’s hope we do our role and don’t get fooled again” (”vamos torcer para que façamos nosso papel e ninguém nos passe a perna de novo”). O Lou entrou, 66 anos de walking on the wild side. Foda. Foda. O entrevistador e ele tão só tirando onda por enquanto, ele falou pro Lou que espera falar de coisas melhores do que da última vez, em que ele ficou falando sobre como odeia a mãe. O Lou já mandou na lata: “ainda bem que você é produtor, não jornalista”. Emendam a discussão sobre o Berlin, filme do Julian Schnabel que teve estréia mundial aqui no SXSW, e claro que falam sobre o disco, Lou dizendo sobe como ele fodeu com as coisas depois do final do Velvet, e o Berlin foi ao mesmo tempo o retrato disso e o começo de uma fase melhor. Agora estão exibindo um trecho do filme, com “Men of Good Fortune”. Por esses 3 minutos de exibição que vi até agora, já adianto que é um clássico imperdível, para fãs, para simpatizantes, e especialmente para os que têm uma vida miserável e não conhecem Lou Reed. A banda é espetacular, a filmagem é virtuosa, com manipulações ao vivo do diretor.
O entrevistador agora pergunta sobre uma afirmação do Schnabel de que Berlin é o disco mais romântico de todos os tempos, mas vou parando por aqui. Depois mando mais coisa. Desculpem se o texto tá muito esquisito, deslumbrado, mas tô vendo o Lou Reed de perto, porra!
Também vai sair cobertura diária nestes dois lugares:

rensga!
mas que foto bonita… ehe
Qualquer brecha que aparecer, entrevista alguém destas bandas brasileiras pra se ter uma impressão deles desta pôrra, meu!!! também com algum membro do Fata’ls ……manda aê …hahahahahah
..demás..uau..lou reed..and then i feel like a jesus son…e o mais massa é que o cara faz kung fu..black belt modefoka..mexe vai,,
Lou Reed pode estar velho pra caramba, mas ele é phoda!!!