esquizoativo

o hipocalipse das máquinas desejantes, o golem antiartístico, o ócio e a fofoca por mateus potumati

O Estranho Mundo de Zé Do Caixão março 21, 2008

Filed under: cinema,notícias,tv — Mateus Potumati @ 2:01 pm
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VOOOOOCÊÊÊÊ!

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Quem convida é o bródi Gustavo Duarte, que fez a direção de arte. Olha aí a chamada classuda do

programa: 

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De Volta à Neve

Filed under: festivais,frilas,música,notícias — Mateus Potumati @ 1:18 pm
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Esse puraço aí de cima resume o espírito de Austin durante o South By Southwest, pra mim. Descontração de alto nível. Voltamos de lá na segunda, vou dizer que foi triste trocar aquela maravilha de clima pela neve. Guardar a bermuda de novo na gaveta foi melancolia pura. Agora tá caindo neve pra caramba aqui em Oak Park, uns flocos servidos, eu costumava gostar desses flocos maiores porque lembrava do Eternauta, mas depois de 5 meses meio que começa a dar no saco. Ainda mais sabendo que no Brasil é feriadão com sol.

Eu acabei ficando preso com a cobertura simultânea do SXSW pra Rolling Stone e pro G1, então não consegui mandar muita coisa pra cá (o Dago teve mais sucesso, confiram lá no Bima). E esta semana ainda tô preso com o texto pra revista, então tá embaçado. Mas eu ainda vou fazer um apanhadão de bandas legais que vi por lá, prometo. Quero falar do showzaço do Lyrics Born, do Money Mark, do Fatal Flyin’ Guilloteens, do High On Fire, Dizzee Rascal, Kid Sister, She & Him, Sons And Daughters, Foreign Born, Curumin, Slits, Vampire Weekend, Waco Brothers, Spoon e de um monte de coisa legal que eu perdi, tipo Lou Reed com o Moby (pois é), R.E.M. (pois é), Motorhead (pois é), Del Tha Funkee Homosapien, Cool Kids, Ice Cube, Be Your Own Pet, Darondo etc. Enquanto isso, vou fazer um clipping de tudo que a gente publicou a respeito do festival, em ordem cronológica:

G1:

Chamada pro SXSW

Quarta (Van Morrison e R.E.M)

Quinta (Lou Reed)

Sexta (Vampire Weekend)

Final (destaques femininos)

Rolling Stone:

Chamada

Quinta (R.E.M. etc.)

Sexta (Curumin etc.)

Segunda (balanço final)

 

J Mascis tocando Dinosaur + Thurston Moore março 16, 2008

Filed under: música,reviews — Mateus Potumati @ 2:12 am
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Mais dois videozinhos que a Jana fez na tarde de ontem, que foi bem especial. E tá aí um candidato a tendência do SXSW: violão distorcido. Várias bandas legais com som centrado em um violão sujo, seja com timbre natural como o Foreign Born ou usando pedais, como o Thurston Moore e o J Mascis. Sites de relacionamento também estão cada vez mais em alta, apostando no marketing do “controle total”, seja pelos artistas ou pelos próprios fãs. No OurStage (link aqui), cujo lema é “os fãs decidem”, artistas postam seu trabalho, os frequentadores do site votam e os campeões ganham prêmios. Já o mogulTunes (link aqui), que tem como premissa ser “guiado pelos fãs, controlado pelos artistas”, promete ligar artistas diretamente a “gente que importa” (leia-se: djs, A&Rs, apresentadores de rádio etc.). Ainda não consegui saber se nenhum dos dois presta.

Bom, vou lá pra cama. O festival tá acabando, e eu tô acabado, como essa piadinha infame deixa claro. Fiquem com os vídeos aí. Ver o J Mascis fazendo isso aí de perto foi MUITO foda.

 

Vampire Weekend no SXSW 2008 março 15, 2008

Filed under: música,notícias — Mateus Potumati @ 3:55 am
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Acabamos de chegar em casa, e o braço da Jana aí em cima resume bem o entra-e-sai da balada aqui.  Hoje rolou muita coisa classe, como o Dizzee Rascal, o Foreign Born, o J Mascis, e um showzaço do Lyrics Born no fim da noite (pra mim, o melhor). Mas o grande acontecimento do dia foi sem dúvida o show do Vampire Weekend no Antone’s, à noite. Casa cheia (umas 600, chutando por alto, e umas 2 mil pra fora), todo mundo cantando as músicas, som redondíssimo injetando com responsa a vaibe Jamaica/África no universo do indie-rock e tocando com um frescor de banda de 1962. A Jana fez este filminho aí, que deixo pra vocês. Outra hora a gente fala melhor disso tudo. São 4h49 da matina aqui, ainda tenho duas matérias pra escrever e o Walter Mercado tá na tv do hotel. Sei lá, se pá eu morri. Axé.

 

de austin, finalmente março 13, 2008

Filed under: festivais,notícias — Mateus Potumati @ 10:00 am
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(Tio Lou relaxando, foto fresquinha da Jana)
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Uffs, que pauleira. Finalmente deu tempo de mandar alguma coisa pra cá. Dormimos umas cinco horas nesses três dias somados e SXSW é camelação 18 horas por dia (sério, das 9 às 3 da matina todo dia). O legal é que ficamos no mesmo hotel do Fabrício e da galera do Lucy and The Popsonics e do Dago e o povo da Trama Virtual. Ainda é o segundo dia oficial do festival, que vai até domingo, e já rolaram coisas memoráveis aqui. O principal, sem dúvida, foi o show do Van Morrison ontem à tarde. Foi meio na encolha, rolou de última hora e não tinha muita gente sabendo. Mesmo assim, a fila tomava duas laterais do quarteirão. Ontem ainda teve Akron/Family, Slits, Black Keys, Lemonheads e um showsaço do R.E.M. Mas a balada que eu mais curti foi uma do selo Frenchkiss, vi 3 bandas fodas e o Fatal Flyin’ Guillotines quebrou tudo, num show meio Fugazi, meio Mudhoney e totalmente Stooges. Falo mais disso tudo depois.
Agora tô ao vivo da keynote do Lou Reed e tô a uns 4 metros do palco. A Jana tá lá no gargarejo, tirando foto. Chegamos uma hora antes e a fila já estava grande, ainda bem que conseguimos entrar. Vou tentar mandar alguma coisa em tempo real pra cá, vamos ver se rola. Rolou uma orquestrinha de câmara e agora um cara está fazendo um pronunciamento bem político, falando sobre a zona dos planos de saúde aqui, futuro do mundo, caucus democrata e rock the vote, falando pra todo mundo votar etc. Ele repete as palavras finais do entrevistado principal do ano passado, Pete Townshend: “let’s hope we do our role and don’t get fooled again” (“vamos torcer para que façamos nosso papel e ninguém nos passe a perna de novo”). O Lou entrou, 66 anos de walking on the wild side. Foda. Foda. O entrevistador e ele tão só tirando onda por enquanto, ele falou pro Lou que espera falar de coisas melhores do que da última vez, em que ele ficou falando sobre como odeia a mãe. O Lou já mandou na lata: “ainda bem que você é produtor, não jornalista”. Emendam a discussão sobre o Berlin, filme do Julian Schnabel que teve estréia mundial aqui no SXSW, e claro que falam sobre o disco, Lou dizendo sobe como ele fodeu com as coisas depois do final do Velvet, e o Berlin foi ao mesmo tempo o retrato disso e o começo de uma fase melhor. Agora estão exibindo um trecho do filme, com “Men of Good Fortune”. Por esses 3 minutos de exibição que vi até agora, já adianto que é um clássico imperdível, para fãs, para simpatizantes, e especialmente para os que têm uma vida miserável e não conhecem Lou Reed. A banda é espetacular, a filmagem é virtuosa, com manipulações ao vivo do diretor.

O entrevistador agora pergunta sobre uma afirmação do Schnabel de que Berlin é o disco mais romântico de todos os tempos, mas vou parando por aqui. Depois mando mais coisa. Desculpem se o texto tá muito esquisito, deslumbrado, mas tô vendo o Lou Reed de perto, porra! 😀

Também vai sair cobertura diária nestes dois lugares:

http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,7085,00.html

http://www.rollingstone.com.br/

 

Eu tô indo pro SXSW, e você? março 10, 2008

Filed under: festivais,frilas,música,notícias — Mateus Potumati @ 11:10 pm
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É isso aí, a partir de amanhã a gente vai ver o que é que Austin tem.

Vou mandar relatos diários pro site de música do G1 e pra home da Rolling Stone Brasil, com fotos da Jana, que aliás inaugurou o Flickr dela. Com muita sorte, ainda consigo mandar alguma coisa pra cá. A primeira parte da cobertura para o G1 já está no ar.

Nos desejem boa viagem e não sumam.

 

Kurt Cobain “compra” casa de US$ 3,2 milhões março 8, 2008

Filed under: notícias — Mateus Potumati @ 8:19 pm
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Quase 14 anos após sua morte, Kurt Cobain ainda apronta das suas: para surpresa total de sua viúva, Courtney Love, ele comprou uma mansão de US$ 3,2 milhões no estado de New Jersey em 2007. Não contente, o finado rockstar ainda abriu 188 linhas de crédito e sacou US$ 69 milhões da herança de sua filha, Frances Bean Cobain. Não, ele não voltou do além para assombrar a vida da família. A fraude foi executada por um grupo de golpistas que se apropriou do número de Seguro Social – um misto de CPF e INSS – de Cobain. Segundo o jornal inglês The Sun, Love contou a policiais esta semana que o grupo vem agindo desde 2003, quando ela perdeu o controle sobre suas finanças devido a problemas com drogas, mas ninguém acreditava quando ela tentava contar. Dias atrás, porém, ela fez uma consulta de crédito em nome do marido falecido e descobriu a casa. “Eu quero saber como fizeram isso. Se foi ele, é melhor ele voltar pra casa agora mesmo!”, ela disse. Ex-líder do Nirvana, Kurt Cobain cometeu suicídio em 1994 e vendeu mais de 60 milhões de discos no mundo todo.

Courtney Love entrou hoje com uma ação, na esperança de reaver o dinheiro. O caso ilustra bem a fragilidade do sistema de segurança financeiro nos EUA, onde é possível se fazer praticamente qualquer tipo de transação sem apresentar documentos originais, ou mesmo sem se apresentar pessoalmente.

Mais detalhes aqui:  http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/news/article891144.ece