esquizoativo

o hipocalipse das máquinas desejantes, o golem antiartístico, o ócio e a fofoca por mateus potumati

Neil Gaiman na Flip maio 8, 2008

Filed under: festivais,notícias,quadrinhos — Mateus Potumati @ 1:10 pm
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Depois de alguns anos tentando, finalmente a Conrad conseguiu trazer o Neil Gaiman pra Flip, Festa Literáia Internacional de Parati, que acontece de 2 a 6 de julho. A informação saiu no O Globo de hoje e foi dada como “praticamente certa” pela editora e, segundo o camarada Shin Oliva apurou, pela organização do festival. O autor, mais conhecido pelo clássico dos quadrihnos Sandman, vem pra divulgar Coisas Frágeis, coletânea de contos que a Conrad lançará no festival. Gaiman já tinha vindo ao Brasil no começo da década, quando causou uma aglomeração de milhares de fãs em uma livraria de São Paulo.

Além da grande notícia para os fãs do autor, a vinda de Neil Gaiman sugere um aumento no interesse pela cultura de quadrinhos no Brasil por parte do meio literário (apesar de Gaiman quase não lançar mais obras de quadrinhos, ainda é um ícone do gênero). A Flip já havia tentado trazer Art Spiegelman, outro nome fundamental dos quadrinhos, mas sem sucesso. A visita de Gaiman à Flip será a única aparição pública do autor no Brasil.

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Obama Nerd março 5, 2008

Filed under: notícias,política,quadrinhos — Mateus Potumati @ 12:03 am
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obamabanner.gif

essa veio pelo aliado Alexandre Linares, via universo HQ: algum nerd de quadrinhos criou o banner acima usando falas do clássico Sandman, de Neil Gaiman, para apoiar a candidatura de Barack Obama. o banner é uma paródia ao desafio entre Sandman e o demônio Choronzon, que acontece na história Uma Esperança no Inferno, do arco Prelúdios e Noturnos. na versão que circula pela internet, Obama faz as vezes de Sandman e Hillary, claro, fica com o papel do demônio. as falas da pré-candidata incluem pérolas como “eu sou a anti-vida, a besta do julgamento, sou a escuridão no fim de todas as coisas” e “eu sou uma cobra devoradora de aranhas, de dentes envenenados”. em um dos diálogos, ela pergunta “e você, o que seria, Senhor dos Sonhos”, ao que Obama responde “eu sou a Esperança”. o texto reflete bem a Obamania que tomou os EUA e já é motivo de piadas em humorísticos como Saturday Night Live.

como contou Marcus Ramone, do UHQ, o apareciemento do banner está longe de ser acaso: a campanha de Obama tem investido no público leitor de HQ. o pré-candidato deve inclusive ir pessoalmente à próxima Comic-Con International, em San Diego, maior feira de quadrinhos dos EUA. Gaiman, que é inglês, disse em seu blog que não endossa a candidatura, mas que acha engraçado alguém usar um personagem seu para fins políticos.

depois de ter sido lançado pela Editora Globo nos anos 90, Prelúdios e Noturnos foi republicado em edição encadernada pela Conrad em 2005. aquela tradução foi traduzida pela Ana Ban, e nas edições seguintes o dream team da rima contou com Daniel Pellizzari na tradução e Sidney Gusman e este que vos escreve como editores. bons tempos.

* * *

UPDATES:

1. Uma observação: nosso amigo Linares, citado no começo do post, pede para deixar claro que ele não apóia a candidatura Obama. A candidata do coração dele é Cynthia McKinney, ex-democrata e atual pré-candidata pela coalizão Power To The People. Se quiser saber mais sobre ela, aí vão alguns links:

http://www.runcynthiarun.org/

http://en.wikipedia.org/wiki/Cynthia_McKinney

http://www.jr-irj.org/index.php?option=com_content&task=view&id=234

2. Além dos nomes que citei no final do post, a edição do Sandman pela Conrad obviamente contou com várias outras pessoas incríveis. Não foi minha intenção excluir ninguém, porque eu estava me referindo especificamente ao texto (daí dream team DA RIMA), mas, em todo caso, também colaboraram imensamente no parto da criança o próprio Linares, a Ana Solt na arte e a lendária Lilian Mitsunaga nas letras. Um salve aos três.

3. Algumas pessoas me disseram que, para elas, o banner é uma peça oficial da campanha do Obama. Eu não achei informações definitivas a respeito na internet e tendo a pensar que eles não aprovariam uma peça que literalmente pintasse a Hillary como o capeta na terra. Se fosse do lado dela, talvez fosse uma hipótese, já que ela tem lançado ataques mais violentos a Obama. Nesse caso, seria cômico e um ato de desespero. Mas a campanha do Obama, que lidera, não tem razões para usar esse tipo de recurso abertamente. Se usou, o fez como no episódio da Obama Girl, que para todos os efeitos também foi feito por pessoas não ligadas à campanha.